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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A LENDA SOBRE A MORTE DO CAPITÃO-MOR DO CRATO/CE JOSÉ PEREIRA FILGUEIRAS

A LENDA SOBRE A MORTE DO CAPITÃO-MOR DO CRATO/CE JOSÉ PEREIRA FILGUEIRAS                                                                                                                                    
                                                                                Heitor Feitosa Macêdo


Neto do capitão-mor José Pereira Filgueiras.
José Pereira Filgueiras, apelidado de Sansão das Caatingas, o Bom[1], Napoleão das Matas, etc., é um desses magníficos sertanejos cuja vida se prende a muitas lendas, sendo ele celebrizado pelo desempenho militar e pela chefia política que exerceu no então Sertão dos Cariris Novos (Cariri cearense), sul do Estado do Ceará.
       São vários os mistérios que envolvem a vida e morte do denodado capitão-mor da Vila do Crato, José Pereira Filgueiras, contudo, pouco a pouco, algumas dessas dúvidas vão, felizmente, se dissipando, permitindo que a luz banhe parte da superfície da verdade que encobre esse homem, ao pé da letra, fabuloso.
         O Barão de Studart, incansável pesquisador, a exemplo de tantos outros, afirmava categoricamente que o capitão-mor José Pereira Filgueiras era natural de Sergipe, de Santo Amaro das Grotas, contudo, o Padre Gomes revelou que a Bahia era o verdadeiro berço de Filgueiras[2]. Mas, como era de se esperar, outras dúvidas ainda cercam a vida e, principalmente, a morte desse interessantíssimo personagem! 
         Como foi dito, José Pereira Filgueiras nasceu na então Capitania da Bahia, no Recôncavo baiano, mais especificamente, em Campos de Cachoeira, próximo a Santo Amaro[3], na freguesia de Nossa Senhora da Oliveira[4], tendo migrado para o sul do Ceará aos quatro anos de idade[5], na companhia dos pais: o português José Quesado Filgueiras, o qual havia cometido crimes na Bahia[6], e Maria Pereira de Castro.
         No ano de 1799[7], adquiriu a importante patente de capitão-mor das Ordenanças, organização militar que antecipou a Guarda Nacional. Assim, se tornou o segundo e penúltimo capitão-mor da Vila do Crato[8], substituindo José de Holanda Cavalcanti. Importa dizer que este cargo equivalia a uma espécie de comandante militar de todo o município, com forte caráter político.
         Além do ofício militar, no Cariri cearense, tornou-se senhor de engenho no sítio São Paulo, circunscrito pelo atual município de Barbalha, onde, no dia 25 de agosto de 1803, casou-se com a baiana Joaquina Maria Parente, a qual veio falecer no ano seguinte[9].
         Viúvo prematuramente, casou-se pela segunda vez com Maria de Castro Caldas, também chamada de Maria de Castro Filgueiras[10], a qual era descendente das antigas famílias do sertão do Ceará, da poderosa família Montes[11], protagonista da famosa guerra de 1724. Destaque-se que, na região caririense, ainda são encontrados muitos descendentes do capitão-mor José Pereira Filgueiras, dentre estes a família Abath[12].
         Sobre as lendas acima mencionadas, os escritores do século XIX e início do século seguinte bem como a tradição oral registram magníficas epopeias do capitão-mor José Pereira Filgueiras, algumas vezes, de difícil credibilidade, porém, em parte, verossímeis pelo testemunho ocular dos antigos narradores e pelas circunstâncias de outrora.
Por muitas décadas, falou-se que o dito capitão-mor, à noite, andava pela vila do Crato, ou melhor, flutuava, montado em seu cavalo preto, rodeando a torre da Igreja da Sé. Outra potoca criada pelo imaginário popular afirmava que, quando alguma peleja se avizinhava, a espada do Filgueiras tintilava na bainha e o seu bacamarte suava, como se estivessem antevendo futura refrega.
Porém, nem tudo que se falava sobre este capitão-mor merece descrédito! Sendo homem agigantado, bem proporcionado e bonito[13], pelo menos nas palavras dos que o conheceram pessoalmente, Filgueiras tornou-se protagonista de histórias dignas de um Hércules.
Conta-se que Pereira Filgueiras, certa feita, deparando-se com um carro de boi atolado, erguera a roda imersa na lama, possibilitando que a junta bovina conduzisse o pesado veículo de lenho[14]. Outra feita, em Crato, banhando-se no Rio Granjeiro[15], no chamado Poço ou Banheiro, Filgueiras presenciou três homens tentando, em vão, mover uma enorme pedra na margem do rio. Diante disto, Filgueiras mandou que os ditos homens se afastassem, e, em seguida, sozinho, tombou a rocha[16]. Ademais, conseguia ele facilmente arrebentar punhos de rede apenas com as mãos[17].
Nas proximidades da casa do capitão-mor existia um enorme visgueiro, à beira do caminho, e, por várias vezes, passando ele por debaixo dessa árvore, apoiava firmemente os braços em um galho e erguia seu cavalo com as pernas[18], que ficava com as quatro patas suspensas no ar, fato que fora testemunhado e narrado por Franklin de Lima[19].
Filgueiras possuía três armas de fogo bastante célebres, os bacamartes Boca da Noite, Meia Noite e Estrela d’Alva, que, de tão grandes, era possível meter-se um braço pela abertura do cano[20], mas só ele conseguia fazer uso dessas armas[21], pois apenas o cano de um desses trabucos pesava meia arroba, 7.5 kg[22].
Antes do ano de 1816, por ocasião da morte de seu sobrinho, Filgueiras se envolveu num embate encarniçado com os Calados, homens da confiança de seu cunhado, o sargento-mor Alexandre Correia Arnaud[23], pois, Francisco Calado havia prendido a Gonçalo de Oliveira[24], esposo de uma sobrinha de Filgueiras. Mas, antes de ocorrer a prisão, Gonçalo enviou o irmão de sua esposa, Joaquim Inácio Cardoso, com a notícia ao capitão-mor.
Ocorre que o encontro entre estes indivíduos deu-se no Arraial de Missão Nova, ocasião em que Joaquim Inácio Cardoso caiu morto depois de ser varado por uma bala, instante em que Filgueiras tomou a arma do defunto e disparou contra um dos Calados, em seguida, matou mais dois de pancadas, fazendo uso do coice da mesma arma. Foi a partir desse momento que José Pereira Filgueiras passou a ser o indivíduo mais popular do Cariri, tornando-se uma espécie de Mito[25]. Porém, os anos seguintes colocariam essa fama de Filgueiras à prova, com as rebeliões e revoluções desencadeadas no sertão.
Em 1817, as ideias iluministas chegaram ao Cariri, promovendo a proclamação da Independência e da República, que duraram apenas oito dias, no entanto, apesar de o capitão-mor do Crato José Pereira Filgueiras ter, inicialmente, apoiado o movimento revolucionário, terminou se colocando contra a efêmera República sertaneja, ajudando a derrotá-la.
Entre os anos de 1822 e 1823, antes mesmo que a notícia do grito da Independência tivesse chegado ao Cariri, José Pereira Filgueiras, juntamente com Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, já havia promovido a autonomia daquela parte do Brasil, e, não bastasse, foi ao Piauí e Maranhão guerrear pela Independência, sendo que neste último lugar, em Caxias, sitiou e rendeu o sargento-mor José da Cunha Fidié, comandante português que se mantinha leal à Corte lusitana. Pelo desempenho de Filgueiras nesta campanha, muitos julgam que ele era o verdadeiro merecedor do título de Marquês do Maranhão e não o Lord Cochrane[26], que pouco fez nesta ocasião e, mesmo assim, ficou com os louros da vitória.
No ano seguinte, em 1824, já na qualidade de independentista convicto, José Pereira Filgueiras, no alto de seus 65 anos de idade[27], findou abraçando a causa republicana durante a Confederação do Equador, quando tomou a capital do Ceará e instalou a referida forma de governo. Todavia, com a derrocada do movimento, Filgueiras se entregou no Sítio Tabocas, atual município pernambucano de Exú, no dia 8 de novembro de 1824, ao seu antigo oficial na Expedição de Caxias, o capitão Reinaldo Bezerra de Araújo[28].
Entre as lendas e verdades que pairam sobre a vida do capitão-mor do Crato, o que nos move neste humilde e sincero opúsculo é desmistificar uma informação acerca de sua morte, pois, a notícia timbrada no livro da história oficial, neste momento, será reescrita!
Até hoje, os historiadores, por unanimidade, têm afirmado que o capitão-mor José Pereira Filgueiras foi preso durante a segunda revolução republicana disseminada pelo sertão, a Confederação do Equador, em 1824, e, em seguida, enviado para a Corte no Rio de Janeiro, mas, antes de chegar ao seu destino, na passagem por Minas Gerais, teria ele falecido de febre palustre, no lugar chamado São Romão. Contudo, essa não é a verdadeira história, apesar de ser, até o presente momento, a oficial!
         No início do ano de 2016, uma descendente do capitão-mor José Pereira Filgueiras, a professora mineira Maria Cecilia Santos Carvalho, entrou em contato conosco e nos informou sobre o verdadeiro fim deste herói sertanejo, diferente do que se tem propagado por quase 200 anos.
         Por julgar a importância que teve este homem, não só no Cariri cearense, mas em todo o território nacional, resolvemos investigar um pouco mais sobre o paradeiro do referido capitão-mor após o ano de 1824, o que fora feito através de entrevista, gentilmente cedida pela professora Maria Cecília, que segue abaixo:       
Heitor Feitosa Macêdo: Você pode se apresentar, dizendo seu nome completo, em que trabalha, onde mora, etc.?
Maria Cecilia Santos Carvalho: Com imensa alegria e agradecida pela honrosa oportunidade, respondo o questionário a mim enviado pelo insigne escritor, professor e jurista cratense, Dr. Heitor Feitosa Macêdo.
Meu nome é Maria Cecilia Santos Carvalho; nasci em Pitangui, MG. Sou bacharel em Letras, aposentada pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, MG. Hoje, me dedico a serviços voluntários, alfabetizando adultos de uma comunidade rural, onde, também, coordeno uma biblioteca comunitária.
Heitor: Qual o seu parentesco com o capitão-mor do Crato, José Pereira Filgueiras. Como se dá essa linha ascendente?
Cecília: Sou descendente em linha direta do capitão-mor do Crato, José Pereira Filgueiras. Minha avó paterna, Maria José Filgueiras de Carvalho, era filha de Antônio Alves Filgueiras Campos, um dos cinco netos de José Pereira Filgueiras, nascido em sua Fazenda, na Vila Saúde, em Minas Gerais.
Heitor: Como você descobriu esse parentesco?
Cecília: Desde os tempos de minha juventude, ouvia narrativas de familiares sobre histórias que citavam meu tetravô como famoso caudilho, heróico combatente de muitas revoluções no Ceará, e que, obrigado pelas circunstâncias, teve que se exilar em território do Alto São Francisco, mais precisamente no Arraial Saúde, hoje próspero município do centro-oeste mineiro, denominado Perdigão. Ao longo do tempo, procurei ter acesso a livros e periódicos, de autoria de vários autores brasileiros, inclusive de familiares, todos baseados na historiografia de cronistas antigos. É notório o fato de que muitos desses historiadores que não conseguiram ter acesso a documentos originais, repetiram inverdades, movidos por seu ideário político, ou, simplesmente, por ouvirem falar, e os transcreveram em suas obras.
Com tantas versões controversas sobre sua história, sempre me liguei ao valor dos fatos baseados na documentação de fontes primárias e nos acontecimentos relatados por meus ascendentes, o que sempre me impulsionou a ir mais fundo na análise da historiografia publicada até hoje. Os valiosos recursos advindos da internet têm me facilitado a pesquisar e analisar muitos documentos originais, o que me permite expor alguns fatos o mais próximo da verdade, principalmente, os que ocorreram com meu tetravô, o capitão-mor José Pereira Filgueiras, há quase duzentos anos, quando de sua participação na Revolução Pernambucana de 1817, na expedição de auxílio ao Piauí e ao Maranhão, em 1823, na Confederação do Equador, em 1824, e na sua breve sobrevivência no território mineiro.
Aproveito para ressaltar, aqui, o valor dos notáveis historiadores que mais me tocaram fundo quando citaram meu tetrvô em suas publicações: Guilherme Chambly Studart (Barão de Studart), Carlos Studart Filho, Irineu Nogueira Pinheiro, Paulino Nogueira Borges da Fonseca e seu filho, João Nogueira, Padre Antônio Gomes de Araújo, Gustavo Dodt Barroso e Armindo Guaraná. A eles, nossos eternos agradecimentos.
Heitor: Você está escrevendo uma obra em que esse seu ancestral figura como objeto de estudo? Nos fale um pouco sobre ela.
Cecília: Seguindo o exposto na terceira resposta, decidi escrever a história de nosso patriarca, o capitão-mor José Pereira Filgueiras, tendo, por principal objetivo, resgatar sua história, narrando os acontecimentos o mais próximo da verdade. Seria uma forma de poder homenageá-lo, principalmente, por sua incansável luta por um Brasil mais justo e soberano.
No livro, registro também a genealogia dos Filgueiras, no estado de Minas Gerais, tendo como tronco meu tetravô, José Pereira Filgueiras.
Heitor: A História é unânime em dizer que o capitão-mor José Pereira Filgueiras faleceu de febre palustre no ano de 1824, depois que o movimento conhecido como Confederação do Equador foi desbaratado pelas tropas da Coroa Portuguesa; porém, como sua pesquisa contradiz esse fato?
Cecília: Gostaria de começar a responder essa questão com outras perguntas: Como a História oficial pode comprovar a morte de meu tetravô, quando de sua chegada ao Arraial de São Romão, em território mineiro? Alguém, por acaso, já teve acesso a algum documento que comprove tal fato?

Em meu livro, relato os acontecimentos que nos foram repassados pela tradição oral, muitos deles fundamentados em documentos de fontes primárias, desde sua libertação no Arraial de São Romão, norte de Minas Gerais (onde ficava localizada a Judicatura dos sertões do médio São Francisco), até sua chegada ao centro-oeste mineiro, em companhia do filho, José Pereira Filgueiras Júnior, seu companheiro fiel de muitas lutas no Ceará.................................CONTINUA!

PARA CONTINUAR LENDO, VER A REVISTA ITAYTERA Nº 46, QUE SERÁ PUBLICADA EM 2017



[1] Este apelido fora dado ao capitão-mor José Pereira Filgueiras na então Província do Maranhão, quando marchava sobre este território comandando o exército expedicionário contra as tropas portuguesas, leais à Coroa portuguesa e, por isso, contrárias à Independência do Brasil (ALEMÃO, Francisco Freire, Diário de Viagem de Francisco Freire Alemão, Fortaleza, Fundação Waldemar Alcântara, 2011, p. 234).
[2] ARAÚJO, Padre Antônio Gomes de, A Cidade de Frei Carlos, Crato - CE, Faculdade de Filosofia do Crato, 1971, p. 29.
[3] ARAÚJO, Padre Antônio Gomes de, Povoamento do Cariri, Crato - Ceará, Faculdade de Filosofia do Crato, 1973, p. 71 e 128.
[4] PINHEIRO, Irineu, Efemérides do Cariri, Fortaleza, Imprensa Universitária do Ceará, 1963, p. 52.
[5] PINHEIRO, Irineu, Um Baiano A Serviço do Ceará e do Brasil, In Revista do Instituto do Ceará, Fortaleza, Ano LXV, 1951, p. 06.
[6] ARAÚJO, Bernardino Gomes de, Crônica de Missão Velha, In jornal O Araripe, Ano III, Nº 142, Crato – CE, 8 de maio de 1858, p. 03.  
[7]ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO, CONSELHO ULTRAMARINO, BRASIL- 2689- [ant. 1801, Abril, 28]: REQUERIMENTO de José Pereira Felgueira ao príncipe regente [D. João], solicitando confirmação de carta patente no posto de capitão-mor das Ordenanças da Vila do Crato, da capitania do Ceará, por falecimento de José de Holanda Cavalcanti. Anexo: carta patente. AHU-Ceará. AHU_ACL_CU_003, Cx. 33, D. 2689.
[8] O Padre Gomes diz que Joaquim Antônio Bezerra de Menezes foi o terceiro e último capitão-mor do Crato, tendo sucedido, neste posto, a José Pereira Filgueiras (O Povoamento do Cariri, op. cit., p. 96). Desta maneira, conclui-se que José de Holanda Cavalcante foi o primeiro capitão-mor do Crato, e, logicamente, Filgueiras foi o segundo.
[9] PINHEIRO, Efemérides do Cariri, Fortaleza, op. cit., p. 52.
[10] ARAÚJO, A Cidade de Frei Carlos, op. cit., p. 39.
[11] A esposa do capitão-mor José Pereira Filgueiras descendia em linha reta de Leonor de Montes Pereira, também chamada de Vitória Leonor de Montes, irmã do coronel Francisco de Montes Silva e esposa de Gaspar de Sousa Barbalho (Augusto, Francisco, Famílias Cearenses, Fortaleza, Editora Premius, 2001, p. 279 e 286).
[12] ARAÚJO, Padre Antônio Gomes de, Povoamento do Cariri, op. cit., p. 90.
[13] ALEMÃO, op. cit., p. 191.
[14] Ibidem, p. 274.
[15] Pela descrição, supõe-se que este lugar, Poço ou Banheiro, fosse no Rio Granjeiro, é o que dá a entender na obra de Menezes (MENEZES, Paulo Elpídio de, O Crato de Meu Tempo, 2ª Ed., Fortaleza - CE, UFC, 1985, p. 45 e 46) e na de Irineu Pinheiro (PINHEIRO, Irineu, O Cariri: Seu Descobrimento, Povoamento, Costumes, Fortaleza – Ceará, Fundação Waldemar Alcântara, 2009, p. 120).
[16] Alemão, p. 191.
[17] Idem.
[18] Id.
[19] Ib., p. 273.
[20] Ib., p. 228.
[21] Ib., p. 191.
[22] Ib., p. 213.
[23] Dona Francisca Teodora, esposa do sargento-mor Alexandre Correia Arnaud, era irmã do capitão-mor José Pereira Filgueiras (ARAÚJO, Povoamento do Cariri, op. cit., p. 26 e 27).
[24] BRÍGIDO, João, Ceará: Homens e Fatos, Fortaleza - CE, Edições Demócrito Rocha, 2001, p. 117.
[25] Idem, p. 117.
[26] ARAÚJO, Povoamento do Cariri, op. cit., p. 130.
[27] PINHEIRO, Irineu, Um Baiano A Serviço do Ceará e do Brasil, op. cit., p. 26.
[28] BRÍGIDO, op. cit., p. 493. Ver também: PINHEIRO, Efemérides do Cariri, op. cit., p. 85.