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domingo, 30 de abril de 2017

AS DUAS OBRAS MAIS ANTIGAS SOBRE A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817

AS DUAS OBRAS MAIS ANTIGAS SOBRE A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817
        
                                                                     Heitor Feitosa Macêdo

         A Revolução Pernambucana de 1817, ou Revolução dos Padres, foi um movimento separatista, desencadeado em Pernambuco e levado a outras capitanias, como PB, RN, AL e CE, sendo que as duas mais antigas obras sobre o movimento foram escritas por dois padres que testemunharam boa parte dos fatos.

Os Mártires Pernambucanos

         O padre Joaquim Dias Martins foi o autor de uma dessas duas obras sobre a Revolução Pernambucana de 1817, intitulando-a de “Os Mártires Pernambucanos”. A intenção do autor foi tecer breves biografias das pessoas que participaram do Guerra dos Mascates, ocorrida em 1710, e dos “patriotas” que se envolveram na Revolução Pernambucana de 1817. A junção é pertinente tendo em vista que o primeiro conflito serviu para justificar umas das causas que levaram ao segundo incidente. Nesta obra, o autor trata de alguns cearenses que estiveram envolvidos nos referidos conflitos.
         Os manuscritos relativos a esta obra do padre Martins, Os Mártires Pernambucanos, datam de 1823,[1] ou seja, foram elaborados ao longo de seis anos após a Revolução de 1817. Pela proximidade que tal narrativa guarda com os fatos, é provável que o autor tenha se baseado no testemunho ocular.

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História da Revolução de Pernambuco em 1817

         A outra obra é de autoria do padre Francisco Muniz Tavares, o qual foi estudante do Seminário de Olinda e membro da Academia Paraíso em Recife, na então Capitania de Pernambuco. Como é sabido, também participou diretamente da Revolução Pernambucana de 1817, ao lado dos Patriotas. Com a derrocada da Revolução, foi preso no cárceres baianos, onde pode estudar sob a batuta dos irmãos Andrada, onde ganhou o apelido de o “Discípulo”. Depois de ser solto, no ano de 1821, o padre Muniz Tavares e embarcou em direção a Portugal para assumir o cargo de deputado nas Cortes Gerais.[2]
         Ocorre que, 23 anos depois da Revolução Pernambucana de 1817, em 1840, o padre Francisco Muniz Tavares publicou a obra “História da Revolução de Pernambuco em 1817”, sendo também leitura indispensável para aqueles que desejam conhecer um das mais belos episódios da História brasileira.

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[1] BERNARDES, Denis Antônio de Mendonça, O Patriotismo Constitucional: Pernambuco (1820-1822), São Paulo ‒ Recife, FAPESP, 2006, p. 155.
[2] CARVALHO, M. E. Gomes de, Os Deputados Brasileiros nas Cortes de 1821, Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 1979, p. 69.