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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Considerações sobre os Goulart que vieram para o Cariri cearense

 

Considerações sobre os Goulart que vieram para o Cariri cearense

 

                                                             Autor: Eugenio Arcanjo

 

O padre Antônio Gomes de Araújo destaca a ausência, entre os povoadores, no início da ocupação do sul do Ceará, da grande maioria dos sesmeiros legais. Donos de muitas terras, limitavam-se a solicitar mais terras, vendendo-as posteriormente, embora tenha havido notáveis exceções.

 

Heitor Feitosa Macedo, citando Nertan Macedo e o Padre Antônio Gomes, lembra que “entre os ancestrais do escritor José de Alencar, dois deles podem ser citados como uns dos primeiros colonizadores dos sertões do Nordeste. O primeiro, Leonel de Alencar Rego, no início do século XVIII, havia tomado em arrendamento terras pertencentes à Casa da Torre, nas fraldas da Chapada do Araripe, do lado pernambucano. O segundo, Antonio de Souza Goulart, sogro de Leonel, obteve algumas léguas de terras também no sopé da mesma chapada, porém, do lado cearense”.

 

Após a fase de expansão do gigantesco feudo da Casa da Torre, seus proprietários começam a arrendar e vender parcelas de suas terras. Na região da encosta sul da Chapada do Araripe, uma das adquirentes foi a d. Brígida Rodrigues de Carvalho, que ocupou extensa faixa à esquerda do Rio São Francisco, até às fraldas da Chapada, no atual município de Exu.

 

Antônio de Souza Goulart, segundo informações das quais eu não tenho documentação, era natural da cidade de Salvador e foi casado com Maria da Encarnação de Jesus. Juntos, foram os posseiros no Brejo da Salamanca, sítio da atual Barbalha. Casaram a filha Maria da Assunção de Jesus com Leonel de Alencar Rego, os que deram origem à progênie mais destacada dos Alencar no Brasil. Além de Leonel, outros três irmãos, se se considerar Marta de Alencar Rego um deles, todos oriundos de Portugal, da região norte do Reino.

 

Do lado dos Goulart, os irmãos eram Antônio, José e João de Souza Goulart, co-fundadores da terra barbalhense, sendo o primeiro o que teve mais proeminência histórica.

 

A 27 de fevereiro de 1717, 18 léguas de comprido (três léguas de comprido com uma de largo para cada um) são concedidas, conjuntamente, a Felix da Fonseca Jaime, ao tenente-coronel Antônio Mendes Lobato e Lira, ao capitão Francisco Martins de Matos, ao tenente-coronel José Bernardes Uchoa, ao sargento-mor Venceslau de Montes Pereira e ao capitão Gregório de Montes e Souza, “começando as ditas datas nas ilhargas do rio Salgado, pegando da paragem chamada Ingazeira, com toda a largura que se acha, buscando o sul até entestar com a serra grande chamada Serra do Cariri (Araripe) pela beira da serra acima e as nascenças, chamadas a Lagoa do Carité pela língua do gentio”.

 

Um desses sesmeiros, o capitão Francisco Martins de Matos, doará, em 22 de julho de 1718, parte da terra ao baiano Antônio de Souza Goulart.

 

Além de receber essa doação, o capitão Antônio de Souza Goulart, junto com seu irmão José de Souza Goulart e mais Manuel Ferreira da Fonseca, José Bernardes Uchoa (sesmeiro de 1717), Amaro de Souza e Domingos da Rocha Tavares, obtêm mais 18 léguas de terra, a 11 de outubro de 1718, “pegando da lagoa e buscando as cabeceiras do rio Salgado”, dizendo “ter descoberto uma lagoa que o gentio chama Oachihé que fica na serra do Cariré [Cariri] e deságua no riacho da cachoeira [Missão Velha]”. É possível que estas terras se situem para o lado de Missão Nova, uma vez que o riacho da Cachoeira desce da serra do Araripe para o rio Salgado. Observe-se que o terceiro irmão, João de Souza Goulart, não comparece nessa concessão.

 

Antônio de Souza Goulart estabeleceu-se, portanto, no vale da Salamanca na segunda década do século XVIII, em companhia de seu irmão, igualmente baiano, José de Souza Goulart. Com José e outros mais, como dissemos acima, obteve em 11 de outubro de 1718 três léguas por uma de terras na lagoa Coachilê, desaguando no riacho da Cachoeira (Pe. Antônio Gomes de Araújo, “Povoamento do Cariri”, p. 88).

 

Francisco de Figueiredo Adorno, também natural de Salvador, casado com Francisca da Silva, foi o sucessor de Antônio de Souza Goulart no domínio do sítio “Lama” (Pe. Antônio Gomes de Araújo, “Povoamento do Cariri”, p. 61).

 

Como se vê, portanto, a família do capitão Antônio de Souza Goulart, baiano de Salvador, está entre as mais antigas do Cariri. Ele recebeu uma légua de terras em 1718, como gratidão por ter ajudado o doador, capitão Francisco Martins de Matos, “a povoar” as outras léguas do doador”, e poucos meses depois obteve a sua própria sesmaria.

 

A grande maioria dos povoadores adentra o Cariri após 1720, a grande maioria das famílias entre 1730 e 1750. Dessa forma, a efetiva ocupação demorou cerca de vinte a trinta anos após o devassamento.

 

Ressalte-se que é na légua doada que se situava a Salamanca, pelo que se depreende do processo interposto por sua viúva em 1732 para recuperar a posse:

 

“em virtude da dita doação se passara o dito seu marido da referida légua de terra em o ano de 1718 pondo-lhe o nome de Salamanca em cujo lugar se assentara com casa (e) lavouras assistindo lá uns sete ou oito anos”.

 

O capitão Antônio de Souza Goulart afasta-se do Cariri devido ao conflito entre os Monte e os Feitosa, indo para o rio São Francisco de onde vai ao Piauí a negócios, sendo lá assassinado. Em consequência dessa ausência, o capitão João Mendes Lobato invade as terras, destruindo roças, lavouras e casas, apossando-se das terras. A viúva, Maria da Encarnação de Jesus, retorna em 1732 para retomar sua légua e, sendo expulsa, move ação da qual é vencedora por sentença de 1736.

 

O capitão Antônio de Souza Goulart e Maria da Encarnação de Jesus são pais de pelo menos três filhos.

 

Uma filha, Maria da Assunção de Jesus, natural de São Pedro Velho, da cidade da Bahia, casa-se com Leonel de Alencar Rego, natural da freguesia de São Martinho de Frexeira, Arcebispado de Braga, já residente no sertão de Cabrobó em 1728, ainda solteiro. Sendo Leonel de Alencar Rego o tronco da família Alencar, do Nordeste. Por eles continua-se a descendência do capitão Antônio de Souza Goulart.

 

Esta, em linhas gerais e incompletas, o retrato da chegada dos Souza Goulart no Cariri, no início do século XVIII. Sabemos que sobre os Alencar, acima e abaixo na linhagem de Leonel de Alencar Rego, sempre houve mais pesquisa e divulgação, em farta bibliografia. Interessava-me, destarte, conhecer um pouco mais sobre o outro lado desse tronco, o de Maria da Assunção de Jesus, o dos Goulart, portanto.

 

Dada a fortuna de estudos e documentação sobre a linhagem dos Alencar, acima e abaixo de Leonel, meu interesse tem sido em localizar informações sobre o lado de Antônio Souza Goulart.

 

Ainda que não tenha ainda conseguido informações e documentações em arquivos brasileiros, encontrei no livro Vlamingen op de Azoren sinds de 15de eeuw – Genealogische geschiedenis van 17 Luso-Bourgondisch-Vlaamse families Azorianen, de autoria de André L. Fr. Claeys, publicado em Bruges, em 2011, uma aprofundada genealogia dos Goulart nos Açores, que são, pelo menos em relação aos que vieram para o sul do Brasil, a sua matriz. Não deixa de ser absolutamente razoável que tenha sido esta, também, a origem dos Goulart que vieram pra Bahia e, posteriormente, para o Cariri cearense.

 

Outra fonte tem sido as genealogias gravadas no Family Search, que tratam, também, de alguns ramos da família Goulart nos Açores. Nas árvores acostadas ao site, que são de responsabilidade de usuários e não do Family Search, tenta-se fazer a conexão dos Goulart açorianos com os caririenses, porém a pretensa ligação é anacrônica, sem documentos, carecendo, portanto, de verossimilhança. Entretanto, no que diz respeito aos dados açorianos, elas apresentam documentação e tem comprovação histórica.

 

Nesse sentido, esse estudo é uma primeira aproximação sobre as origens históricas dos Goulart, restando, infelizmente, ainda por se comprovar a ligação deles com os três Goulart que fundaram o sítio Salamanca. Não se deixará, entretanto, de se trazer algumas ilações com base, principalmente, nessas duas fontes.

 

Em primeiro lugar, que se desfaça uma imediata confusão comum sobre a origem da família. A sonoridade da palavra remete a uma possível matriz na França. A pesquisa revela outra base, embora próxima geograficamente daquele país.

 

A família Goulart veio, diretamente, dos Açores, sendo herdeiros de famílias de Flandres, atual Bélgica e adjacências, que migraram para o arquipélago na segunda metade do século XV. No auge das navegações portuguesas e ainda antes do descobrimento do Brasil, Portugal acertou essa imigração coletiva vinda de Flandres para colonizar aquelas ilhas no Atlântico. Flandres mantinha estreita relações com Portugal e era um importante centro da indústria de tecidos.

 

Flandres era uma região habitada pelos flamengos. Historicamente abrange o norte da Bélgica, partes da França e dos Países Baixos. O Condado de Flandres foi um estado europeu independente desde o século IX, de 866, a 1795, quando ocorreu sua dissolução. Teve enorme importância política em particular no século XIV.

 

Sua capital era Bruges e depois Gante. Suas línguas eram o picarda, o flamengo e o francês antigo. Ao longo da sua história, o Condado expandiu os seus domínios para Hainaut, Namur, Béthune, Nevers Auxerre e Rethel, incluindo

também os Ducados de Brabante e Limburg, por meio de alianças matrimoniais com herdeiros destas terras. Ironicamente, o condado seria anexado pelo Ducado de Borgonha, em 1405, pelo mesmo motivo.

 

Flandres era uma grande região comercial e importante centro de manufaturas têxteis, sendo, por isso, motivo de disputa pelos reis da França e Inglaterra durante a Guerra dos Cem Anos.

Essa leva de flamengos foi capitaneada por Joost de Hurtere. Esse sobrenome virou “de Utra” e “Dutra” nas sucessivas gerações e estão presentes em diversas regiões do Brasil, inclusive no Ceará. Dos companheiros dos De Hurtere no Faial (1468), são sobretudo conhecidos os seguintes flamengos: Louis Govaert (Goulart), de Groote (Grotas), Pieter Van de Roos (da Rosa), Bulscamp (Bulcão), Speldemaeckere, Antonius Cornelius casado com Christina de Hurtere, e Laemert.

Ainda hoje, muitos habitantes dos Açores têm uma estatura de cerca de 1,75 m. Têm uma pele mais clara, cabelos loiros e olhos azuis. Essa é uma herança da Europa Ocidental, de Flandres, onde, desde o século IX, povos nórdicos estiveram presentes e fundaram cidades, particularmente, na Normandia.  

Das nove ilhas, a influência flamenga é mais perceptível nas ilhas centrais – Faial, Pico, Graciosa e São Jorge –, seja no aspecto físico dos descendentes, nos costumes, no folclore, na arte e no modo simples de viver. Milhares de colonos flamengos deixaram a sua marca na cultura das ilhas.

 

A linhagem dos Goulart nos Açores, como vimos, tem origem no colono flamengo Louis Govaert (também referido como Lodewijk ou Ludovicus), que nasceu em Bruges por volta de 1440-1445. Ele chegou ao arquipélago em 1468, integrando o grupo de colonos liderado por Joost de Hurtere. Louis Govaert é historicamente reconhecido por ter introduzido nos Açores a cultura do pastel (uma planta utilizada para tinturaria, substituída depois pelo índigo norte-americano), atividade que gerou considerável riqueza para a coroa portuguesa, para os governadores e para a própria família Goulart.

 

O nome da família passou por uma evolução fonética e gráfica ao longo dos séculos, transformando-se de Govaert (que significa “paz de Deus”) para Govarte, Gouvarte, Gouarte e Gularte, até fixar-se como Goulart, embora formas variantes continuassem a co-existir.

 

A obra holandesa mencionada apresenta três abordagens genealógicas para os Goulart dos Açores, todas com uma multiplicidade de gerações, até o presente, e que se completam. Entretanto, como dissemos anteriormente, não alcançam conectar com os Goulart que vieram ao Ceará.

 

Nesse sentido, não as apresentaremos aqui em detalhes, ficando, entretanto, a indicação bibliográfica para os pesquisadores.

 

Já as árvores acostadas ao Family Search apresentam, em resumo a seguinte configuração que, como se vê, é inverossímil.

 

Segundo ali consta, o casal que teria dado origem aos Souza Goulart que que vieram pro Cariri seria Francisco de Souza Goulart (GHQZ-HMY) e Isabel Silveira (LCRF-LHV). Ora, Francisco de Souza Goulart nasceu em 22 de fevereiro de 1688, em Topo, Calheta, São Jorge, nos Açores. Ele era filho de Lucas Goulart de Oliveira e Vitória da Cunha (registro de batismo em anexo).  Ele se casou em 13-11-1724, quando seu pai já era defunto, com Isabel Silveira, nascida em fevereiro de 1694, na Matriz de N. S. do Rosário da Vila Nova do Topo, em São Jorge, Açores. Os pais da noiva eram Manoel de Oliveira Teixeira (defunto na data), natural da freguesia da Matriz, e Maria Silveira, natural da freguesia de Santa Bárbara de Manadas (o registro do casamento foi removido do FS).

 



Registro de batismo de Francisco de Sousa Goulart, em 22-2-1688

 

Apenas por essas datas, já se sabe que ele não poderia ser pai de Antônio de Souza Goulart, que chegou ao Cariri em 1717, sendo, portanto, seu coetâneo. Poderia, quem sabe, ter sido seu irmão. O que o site também informa é que ele teria sido pai de João de Souza Goulart, este nascido em 1733 (também sem comprovação).

 

Ao abrirmos a árvore para ver os irmãos de Francisco de Souza Goulart, não consta ali nenhum Antônio, José ou João de Souza Goulart. Assim sendo, a questão fica, momentaneamente, em suspenso, até que se tenham comprovações na cadeia familiar alegada. Complemento aqui com mais alguns dados desta árvore para deixar registrada a informação e facilitar o trabalho posterior de genealogistas.

 

Sigamos o ramo ascendente de Francisco de Souza Goulart.

 

Lucas Goulart de Oliveira (GQT6-N92), pai de Francisco de Souza Goulart, nascido em 14-5-1643, em Topo, Calheta, São Jorge, nos Açores, e falecido em 12-4-1701, na mesma localidade. Ele era filho de João Goulart (LX91-RWL) e Águeda Dias (LX91-RCV). Ele foi casado com Vitória da Cunha (GQTX-3KM), nascida em 1647 e data de falecimento desconhecida. Além de Francisco de Souza Goulart, eles foram pais de Bárbara Goulart (LB18-SD2), nascida em 1683 e falecida em 1738, que se casou com Joseph de Morais Ramos; Jorge (GSLK-MG1), nascido em 1685; João Teixeira da Cunha (G6RJ-D6N), que se casou com Margarida da Costa (G6RN-1DL), falecida em 1719; Simão Gonçalves de Souza (LZKG-1HM), que se casou com Catarina Teixeira (KJWH-8DW).

 



Registro de batismo de Lucas Goulart de Oliveira, em 14-5-1643

 

Vitória da Cunha, esposa de Lucas Goulart de Oliveira, como dissemos, nasceu em 12 de maio de 1647, em Topo, Calheta, São Jorge, no Açores. Filha de Simão Gonçalves de Souza (G195-FRB) e Maria da Cunha Teixeira (GVPD-FPJ).

 



Batismo de Vitória da Cunha, em 12-5-1647



Registro de casamento de Lucas Goulart de Oliveira e Vitória da Cunha

 

João Goulart (LX91-RWL), nascido em 1605, em Topo, nos Açores, e falecido em 14-11-1669, na mesma localidade. Ele era filho de Antônio Luís e Bárbara Goulart. Ele foi casado com Águeda Dias (LX91-RCV), nascida em 1612 e falecida em 21-10-1706, em Topo, nos Açores. Nas informações sobre João Goulart, o FS agrega a referência para o seguinte documento: “Vlamingen op de Azoren sinds de 15 eeuw – Genealogische geschiedenis van 17 Luso-Bourgondisch-Vlaamse families Azoerianen”, de André I. Fr. Claeys, de 2011, editado em Bruges.

 



Óbito de João Goulart, em 14-11-1669

 

João Goulart e Águeda Dias, além de Lucas Goulart de Oliveira, foram pais de Mateus Goulart Teixeira (L4WT-2YK), 1635-1682, que se casou com Bárbara Dias Cardoso (L4WT-215), 1638-1660; Antônio Álvares de Oliveira (GJSN-6R9), 1635-1698, que se casou com Isabel Gatto de Souza (GJSN-K49), 1634-1664; Maria da Luz Goulart (LL7L-L1S), 1636-1716, que se casou com Antônio Teixeira Brasil (LL7L-2Y1), 1640-1719; Braz Goulart (GF62-MQW), 1637-?; Maria Goulart de Oliveira (G93Z-CY1), 1640-?, que se casou com Antônio Gonçalves de Souza (L21H-43Z), 1642-?; e Amaro Dias de Oliveira (GSF9-Y4Y), que se casou com Catarina Pereira (GSF9-TLK).

 

Simão Gonçalves de Souza (G19S-FRB), nascido em 1606, em Topo, Calheta, São Jorge, nos Açores, e falecido em 21-7-1667, na mesma localidade. Era filho de Antão Simão e Ana Dias. Foi casado com Maria da Cunha Teixeira (GVPD-FPJ), nascida em 1622, em Topo, Calheta, São Jorge, nos Açores, e falecida em 1684. Era filha de Jorge da Cunha Teixeira e Ana Goulart, filha de Antônio Luís e Bárbara Goulart.

 





Óbito de Simão Gonçalves de Souza, em 21-7-1667

 

No FS, para Simão Gonçalves de Souza, oferece-se a sugestão bibliográfica para “Notas históricas: Anais do município da Calheta (São Jorge)”, de Manoel de Azevedo da Cunha e Artur Teodoro Matos, de 1981.

 

Simão Gonçalves de Souza e Maria da Cunha Teixeira, além de Vitória da Cunha, foram pais de Antão da Cunha (L196-3MW), 1642-1666, que se casou com Ana da Cunha (L196-8HS); Antônio (G19S-YH2), 1642-?; Lázaro (G19STWS e G6ZC-D9X), 1644-?; Amaro Dias de Souza (G5PJ-2WG), 1649-1708, que se casou com Luiza Dias (GVRF-JDH), 1654-1687; Jorge Goulart de Oliveira (G6ZD-QKH ou G19S-NM4), 1650-1731, que se casou com Bárbara Carvalho S. Tiago (GK5Y-6TD); Pedro Dias de Oliveira (GVPD-9KB), 1651-?, que se casou com Antônia Pereira de Souza (GYDY-98K), 1664-?; Maria (G19S-2Z5 ou G6ZD-CBW), 1653-?; Melchior (G6ZD-BZC), 1655-?; Manoel (G6ZD-5GH ou G19S-PXT), 1658-?; Tomé Teixeira de Souza (L1SY-MYH), 1659-?; Luzia de Souza (L143-3B1), 1661-?, que se casou com Sebastião Marques Brasil (L14S-P4N), 1656-?; e João Teixeira de Souza (G4T1-L46).

 

Antônio Luís (KJWH-438), nascido em 1570, em Topo, Calheta, São Jorge, nos Açores, e falecido em 1º de janeiro de 1651, na mesma localidade. Ele foi casado com Bárbara Goulart (KJWH-43D), nascida aproximadamente em 1563 em Topo, Calheta, São Jorge, nos Açores, e falecida em 1º de janeiro de 1649, na mesma localidade. Era filha de Joz Goulart e Maria Álvares.

 

Além de João Goulart, Antônio Luís e Bárbara Goulart foram pais de Diogo Luís Goulart (L62F-F7T), 1597-1666, que se casou com Maria Álvares de Oliveira (L21H-1F1), 1606-1649; Ana Goulart (KLYC-NGD), 1600-1670, que se casou com Jorge da Cunha Teixeira (L27X-S18), 1590-1664; Brás Goulart (G6ZC-B1C), 1600-?, que se casou com Isabel Nunes (G6ZC-YRJ), 1600-?; e Maria Goulart (G6ZC-28W), 1600-?.

 

Antão Simão (L27X-WGM), nasceu em 1584, em São Jorge, nos Açores. Faleceu na mesma localidade, sem data conhecida. Era casado com Ana Dias (K27M-XJQ), nascida aproximadamente em 1590, nos Açores. Faleceu na mesma localidade, sem data conhecida. Era filha de Pedro Dias Gatto e Maria Rodrigues.

 

Além de Simão Gonçalves de Souza, Antão Simão e Ana Dias foram pais de Águeda Dias (LZKS-9TC), 1600-?; Bárbara Gatto (GHP9-4GZ), 1612-1677, que se casou com Antônio Marques Jordão (9ZZY-G3D), 1614-1677; Catarina Gatto (G4PY-QMP), 1615-?; Sebastião Vicente (9ZZY-G3W), 1617-1650, que se casou com Catarina Marques Jordão (9ZZY-G3H), 1617-?; Pedro Dias de Souza (GWW7-ZVG), que se casou com Luzia de Mendonça (GWW7-N2T), 1632-1695; João Dias (GNSD-XZT), ?-1635; Luzia Dias (GXDJ-85X), ?-1652; e Pedro Dias (G6ZQ-K92), ?-1698.

 

Jorge da Cunha Teixeira (L27X-S18), nascido em 1590, em Calheta, São Jorge, nos Açores, e falecido em 10-11-1664, em Topo, Calheta, São Jorge, nos Açores. Era filho de João Dias de Águeda e Maria da Cunha. Foi casado com Ana Goulart (KLYC-NGD), nascida aproximadamente em 1600, em São Jorge, nos Açores. Faleceu em 20-11-1670, em Topo, Calheta, São Jorge, Angra do Heroísmo, nos Açores, filha de Antônio Luís e Bárbara Goulart.

 

Além de Maria da Cunha Teixeira, Jorge da Cunha Teixeira e Ana Goulart (que era filha de Antônio Luís e Bárbara Goulart), foram pais de Vitória da Cunha (KLZR-WTF), 1617-1646, que se casou com Lucas Gatto de Souza (LDHT-119), 1608-?; Catarina da Cunha Goulart (KJWH-862), 1636-1672, que se casou com João de Morais Fernandes (GJTV-GGP), 1634-1714; Belchior da Cunha Teixeira (P7QW-1VZ), 1636-1695, que se casou com Catarina Teixeira de Souza (GSBP-G86), 1632-?; Bárbara Teixeira Goulart (LZDR-X86), 1638-?; Luzia da Cunha Goulart (KJWH-XG6), 1643-1668, que se casou com Pedro Dias Gatto (KJWH-XG8), 1631-1667; João Dias (GDYD-P6F), ?-1639; Isabel da Cunha (GDYD-5G4), ?-1649; Antônio da Cunha (G68L-XS3), que se casou com Catarina Marques Simões (9ZZY-KCZ), 1633-?; e Gaspar Dias de Águeda (GJB3-FXF).

 

Joz Goulart (GZNC-X3H), pai de Bárbara Goulart (esposa de Antônio Luís) nasceu aproximadamente em 1520, em São Jorge, nos Açores, mesmo lugar onde faleceu, não sendo conhecida sua data de falecimento. Ele era filho de Lodewijk Govaert (GMY5-4NG) e NN Silveira Goulart (GDJK-Q4X). Joz foi casado com Maria Álvares (GMY5-8ZP), nascida em Ribeira Seca, Calheta, São Jorge, nos Açores, aproximadamente em 1530, tendo falecido em São Jorge, nos Açores, sem data de conhecida.

 

Além de Bárbara Goulart, Joz Goulart e Maria Álvares foram pais de Maria Clara Goulart (LQRN-R14), 1547-?, que se casou com Lázaro Gomes de Trozilho (P33Z-3RM), 1545-1633; e Francisca de Oliveira Goulart (G971-YWZ), 1560-?, que se casou com Gonçalo do Amarante (GSF3-Z7L), 1550-?.

 

Pedro Dias Gatto (L4WT-NSL), pai de Ana Dias (esposa de Antão Simão), nasceu antes de 1570 e faleceu antes de abril de 1633. Ele foi casado com Maria Rodrigues (L4WT-NWQ), nascida antes de 1570, em Topo, Calheta, São Jorge, nos Açores, e faleceu em 16 de novembro de 1638, na mesma localidade.

 

João Dias de Águeda (KHPN-KMQ), pai de Jorge da Cunha Teixeira (esposo de Ana Goulart), nasceu em 1560 e faleceu em 1646. Ele foi casado com Maria da Cunha (KHCN-YS8), nascida em 1560 e falecida em 1617. Além de Jorge da Cunha Teixeira, eles foram pais de Antônio da Cunha de Águeda (L276-L4K), 1596-1679, casado dom Bárbara Luís Cerveira (LDT4-VTR), 1619-1678; Adriana da Cunha (GDYD-HNJ), 1600-1635; Gaspar Dias de Águeda (GLQV-411), 1601-?; Bárbara; Luzia; Maria; Mateus da Silveira; Belchior da Cunha e Sebastião Dias.

 

Há mais alguns nomes na linhagem de Francisco de Souza Goulart, mas encerremos registrando que Joz Goulart, casado com Maria Álvares, era neto do Luís Goulart (Lodewijk Govaert) que foi o flamengo fundador da família na ilha, companheiro de Joost de Hurtere.

 

Do lado de Isabel Silveira, esposa de Francisco de Souza Goulart (nascida em 1694), sua ascendência não mostra a existência de “Goularts”, mas tem parentesco colateral com eles em alguns antepassados, como Bárbara Gatto, já apresentada na linhagem de seu marido.

 

Feito esse breve resumo, resta inconclusa a busca pelos antecedentes diretos de de José, João e Antônio de Souza Goulart, ficando, entretanto, esses caminhos para auxiliar a pesquisa.

 



Dona Bárbara Pereira de Alencar, 1760-1832

 

Contudo, uma espécie de conclusão pode-se inferir dessa compilação que aqui trago. Diz-se, há muito tempo, que o antropônimo “Bárbara” é típico e frequente na família Alencar, chegando mesmo a dar pista sobre alguém ser da família Alencar pela simples ocorrência do nome. A principal responsável por isso é Dona Bárbara Pereira de Alencar, a Heroína do Crato. Sendo a primeira com o nome, tendo a importância que teve e sendo seguida por muitas homônimas, consolidou-se essa tradição. Porém, o que temos a partir desse levantamento é algo diverso. Dona Bárbara Pereira de Alencar era bisneta de Antônio de Souza Goulart, originário de família açoriana, onde pululavam as “Bárbaras” e onde, na Ilha Terceira, existe a Freguesia de Santa Bárbara, uma das mais antigas do arquipélago, anterior a 1489. Além da serra de Santa Bárbara, nas imediações da freguesia.

 

Apenas nessa breve genealogia de Francisco de Souza Goulart que apresentei aqui, aparecem pelo menos 10 “Bárbaras”, mais de uma por geração. De outra parte, não tenho informação sobre nenhuma Bárbara na linhagem ascendente de Leonel de Alencar Rego. Portanto, por essas evidências, sugiro que a partir de agora se retifique essa inferência. Bárbara, que se escreve da mesma forma em holandês, é nome típico da família Goulart, família que tem origem na região dos Países Baixos, na antiga Flandres, que veio pros Açores no século XV, e de onde cresceu e se espalhou para o Brasil e muitos outros países.

 

Referências bibliográficas:

 

Claeys, André L. Fr. – Vlamingen op de Azoren sinds de 15de eeuw – Genealogische geschiedenis van 17 Luso-Bourgondisch-Vlaamse families Azorianen – Volume II, Bruges, 2011.

 

Family Search, https://www.familysearch.org/pt/tree/pedigree/portrait/GHQZ-HMY

Árvore baseada em Francisco de Souza Goulart

 

Macêdo Feitosa, Heitor – Sertões do Nordeste I – Inhamuns e Cariris Novos, A Província Edições, Crato – CE, 2015.

 

 

 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Biografia do capitão-mor Pedro Alves Feitosa e sua relação com o Cariri cearense

 

Biografia do capitão-mor Pedro Alves Feitosa e sua relação com o Cariri cearense

 

                                                                 Autor: Heitor Feitosa Macêdo

 

Imagem da Chapada do Araripe, lado cearense, limite geográfico do sertão dos Cariris Novos (Foto: Heitor Feitosa Macêco)

            O capitão-mor Pedro Alves Feitosa nasceu em 1714, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário da vila de Penedo, hoje, Estado de Alagoas, mas, na época do nascimento do biografado, referida vila fazia parte da então capitania-geral de Pernambuco.

            Seus pais foram o coronel Francisco Alves Feitosa e Catarina Cardosa da Rocha Resende Macrina. Frise-se que este seu genitor foi um dos primeiros colonizadores dos sertões dos Inhamuns e Cariris Novos (Cariri cearense), tendo, nesta última região, ocupado principalmente terras nos atuais municípios de Crato, Santana do Cariri e Nova Olinda, desde os anos de 1723 e 1724,[1] contribuindo com o desenvolvimento da região ao introduzir e fomentar o criatório de gados e instalação de engenho de açúcar, a exemplo do Engenho da Serra, na zona rural do município de Crato-CE[2].

            E o que tem a ver o capitão-mor Pedro Alves Feitosa com o Cariri cearense? Explico!

            Até o ano de 1755, Pedro Alves Feitosa aparece nos documentos ocupando o posto militar de tenente-coronel da Ribeira dos Inhamuns, de acordo com um manuscrito obtido na Torre do Tombo, em Portugal, onde o biografado consta como testemunha de um processo da Santa Inquisição:

O Tenente Coronel Pedro Alves Feitosa homem casado, que vive de suas fazendas de gado, de idade de quarenta e um anos, natural da freguesia de nossa Senhora do Rosário da vila do Penedo deste Bispado de Pernambuco, e morador na fazenda do Papagaio freguesia do Icó há trinta e quatro anos, tido e havido por homem branco e cristão velho (...).[3]

Contudo, no ano seguinte, em 1756, já ostenta outro posto militar, desta vez, o de capitão-mor, de acordo com os documentos eclesiais, onde Pedro comparece a uma celebração de casamento também na qualidade de testemunha:

Aos vinte e cinco dias do mês de agosto de mil setecentos e cinquenta e seis pela manhã nesta igreja de Nossa Senhora da Conceição desta Freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo, feitas as denunciações na forma do Sagrado Concílio Tridentino nesta Freguesia, onde a contraente é natural e moradora e o contraente morador e haver justificado perante o reverendo vigário da Vara do Icó o ter vindo do seu natural de menoridade cujo mandado de casamento fica em meu poder sem se descobrir impedimento em presença minha e das testemunhas o Capitão-mor Pedro Alves Feitosa e Manoel da Rocha Franco pessoas conhecidas se casaram solenemente por palavras de presente em face da Igreja Damião Ferreira de Mendonça natural da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de... filho legítimo de João da Cunha barros e de Justa Ferreira com Maria Fernandes Lima filha legítima de Miguel Fernandes Campelo e de Quitéria Gonçalves Lima e logo receberam as bençãos conforme os ritos e cerimônias da Santa Madre Igreja do que tudo fiz este assento que por verdade assinei. Anclato Soares da Veiga – Cura da Freguesia de Nossa Senhora do Carmo. Manoel da Rocha Franco. Pedro Alves Feitosa.[4]

O pesquisador francês Pedro Théberge, radicado no Icó desde a primeira metade do século XIX, menciona que, em junho de 1756, foram concedidas diversas cartas-patentes para os moradores do interior cearense, incluindo o Cariri.[5] Logo, é inevitável a dedução de que Pedro Alves Feitosa tenha recebido sua patente de capitão-mor nessa data.

E como saber em qual lugar Pedro Alves Feitosa ocupava o cargo militar de capitão-mor?

Dita informação é dada por Antonio José Vitoriano Borges da Fonseca, governador da então capitania do Ceará entre os anos de 1765 a 1781 e autor de uma importante obra de genealogia (Nobiliarquia Pernambucana), escrita ainda no século XVIII, na qual aponta que Pedro Alves Feitosa era capitão-mor dos Cariris Novos (hoje, conhecido por Cariri cearense): 

D. Anna Cavalcante de Nazareth Bezerra, filha do Capitão Manoel de Araújo Bezerra e de sua mulher D. Anna de Nazareth Bezerra Cavalcante, §...nº 8. Casou com Pedro Alves Feitosa, natural do Rio de S. Francisco e Capitão-Mor dos Cariris Novos, filho do Coronel Francisco Alves Feitosa e de sua mulher Catharina da Rocha.[6]

            Ao lado disso, encontra-se outro documento que reforça tal fato. Isso, porque, no arquivo inédito do Barão de Studart, existe uma petição datada de 1807 que confirma que Pedro Alves Feitosa era capitão-mor “da Vila do Crato”. Dito documento é uma petição de justificação do então capitão-mor da vila de São João do Príncipe (atualmente, cidade de Tauá-CE), José Alves Feitosa Júnior, sobrinho e genro do biografado, que revela o seguinte:

Ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e sete aos quinze dias do mes de setembro do dito anno nesta Villa do Principe Capitania do Seará Grande em meo Escritorio por parte do Capitão Mor Jose Alvarez Feitoza forão entregues huma petição de Itens (...). Diz José Alvarez Feitoza Junior Capitão Mor actual desta Villa de São João do Principe que lhe faz a bem justificar perante/ Vossa Senhoria os artigos seguintes (...). Sexto que Pedro Alvarez Feitoza foi cazado com Dona Anna Cavalcante de Nazareth da qual hé filha Dona Maria Alvares Feitoza Prima segunda de Dona Maria Madalena Vieira hé filho legitimo do Coronel Francisco Alvares Feitoza e sua mulher Dona Catharina Cardoza da Roxa Resende Macrina foi Capitão Mor da Villa do Crato desta Capitania sempre se tratou com nobreza distinção e como rico que era e o justificante hé seo genro por ser cazado com aquella sua filha Dona Maria Alvares Feitoza e thio por e thio por ser irmão do Avô do Justificante.[7]                             

            Quando José Alves Feitosa fala que seu tio Pedro foi capitão-mor da Vila do Crato, na verdade quis dizer “capitão-mor do sertão ou ribeira dos Cariris Novos”, pois esta vila só veio a ser inaugurada no ano de 1764.

Ao tempo em que Pedro se tornou capitão-mor, aproximadamente, em 1756, o atual território do Cariri era “termo” (distrito) da vila do Icó e, como foi dito, ao ser inaugurada a vila do Crato (por desmembramento da do Icó), todo o chamado sertão dos Cariris Novos passou a integrar a Real Vila do Crato[8].

O capitão-mor da Ordenança era a maior autoridade militar dentro do seu território. Segundo o ex-ministro do STF, Tristão de Alencar Araripe (Júnior), o papel dos capitães-mores dos distritos na então capitania do Ceará Grande era o seguinte:

Não havia na capitania autoridades especiais para o exercício das funções policiais, que eram exercitadas pelos capitães-mores de ordenanças nos seus respectivos distritos, debaixo da inspeção geral do governador como encarregado de manter a segurança interior. Tendo os capitães-mores por distritos extensos territórios não podiam acudir com prontas providências aos sucessos em lugares distantes: por isso em 1765 lembrou o governador desta capitania, Borges da Fonseca, o estabelecimento de comandantes de distrito, que com os capitães-mores concorressem nas províncias policias.[9]

O capitão-mor do sertão dos Cariris Novos, Pedro Alves Feitosa, casou-se com D. Ana Cavalcante de Nazaré Bezerra e gerou os seguintes filhos: 1- Maria Madalena Vieira (c/c o capitão-mor José Alves Feitosa); 2- Mariana Alves Feitosa (casada com o tenente-coronel Eufrásio Alves Feitosa); 3- sargento-mor Francisco Alves Feitosa (c/c Ana Alves Feitosa)[10].

Deve ser salientado que do capitão-mor Pedro Alves Feitosa descendem diversas pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do Cariri e especialmente o Crato, entre eles, podem ser citados: monsenhor Francisco de Assis Feitosa, vigário da paróquia do Crato por décadas e um dos primeiros fundadores do Hospital São Francisco de Assis (atual Hospital São Camilo); monsenhor Antonio Alves Feitosa; Madre Feitosa, fundadora do Colégio Pequeno Príncipe; Aderson Feitosa ferro, primeiro enfermeiro do Hospital São Francisco de Assis; professor José do Vale Arraes Feitosa; professora Marília Feitosa Ferro, umas das fundadoras da Universidade Regional do Cariri (URCA) e tantos outros que aqui, por hora, não foram mencionados.

Por fim, cabe dizer que Pedro Alves Feitosa foi um dos primeiros indivíduos a ocupar o posto de capitão-mor do sertão dos Cariris Novos.   



[1] MACÊDO, Heitor Feitosa. Sertões do Nordeste: Inhamuns e Cariris Novos. Volume I. Crato-CE, A Província Edições, 2015, p. 151.

[2] O inventário do coronel Francisco Alves Feitosa diz que a ele pertencia o Engenho da Serra, na atual zona rural do Município do Crato (FEITOSA, Leonardo. Tratado Genealógico da Família Feitosa. Fortaleza/CE: Imprensa Oficial, 1985, p. 20 e p. 18).

[3] Cadernos do Promotor. Torre do Tombo, Portugal. 

[4] FEITOSA, Aécio. Feitosas: Casamentos Celebrados nas Igrejas, Capelas e Fazendas do Inhamuns (1756 – 1801): História da Família Feitosa, Fortaleza, 2009.

[5] THÉBERGE, Pedro. Extractos dos Assentos do Antigo Senado do Icó. In Revista do Instituto do Ceará, Fortaleza, 1895, p. 229.

[6] FONSECA, Antonio José Vitoriano Borges da. Nobiliarquia Pernambucana. Volume I. Rio de Janeiro: Anais da Biblioteca Nacional, 1935, p. 241.

[7] Coleção Antonio Gomes de Freitas. Arquivo Virtual do Instituto Cultural do Cariri (ICC). Disponível em: < https://institutoculturaldocariri.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Colecao-Antonio-gomes-de-Freitas_Novo-Documento-2018-08-22-2_1-merged.pdf>. Acesso em 03 de fev. de 2026, às 18h18min.

[8] MENEZES, Luiz Barba Alardo de Menezes. Documentação Primordial sobre a Capitania Autônoma do Ceará. 2ª Ed. Fac-símile de Separatas da Revista do Instituto do Ceará. Fortaleza: Fundação Waldemar Alcântara, 1997, p. 48.

[9] ARARIPE, Tristão de Alencar. História da Província do Ceará. 2ª Ed. Fortaleza: Tipografia Minerva, 1958, p. 83.

[10] FEITOSA, Leonardo. Op. cit., p. 20 e p. 21.